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2007 Ano do
Guerrilheiro Heróico - 40 anos da
morte de Che
“Nós defendemos a opinião – por que
constatamos que o sistema econômico
e político que combatemos se
transforma passo a passo num meio de
colonização do país pelo capitalismo
estrangeiro, imperialista - que
ninguém pode ser verdadeiro
nacionalista ou revolucionário, sem
ao mesmo tempo ser socialista.”
José Carlos Mariátegui
“A cada dia estou mais convencido,
sem nenhuma duvida em minha mente, e
como afirmam muitos intelectuais, de
que é necessário superar o
capitalismo. Porém, o capitalismo
não pode ser superado a partir de
dentro do próprio capitalismo e sim
através do socialismo, do verdadeiro
socialismo, com igualdade e justiça.
Por outro lado também estou
convencido de que é possível
realizar essa tarefa através da
democracia, porém, não pelo tipo de
democracia imposta desde
Washington”.
Hugo Chavez
Os Círculos Bolivarianos Leonel
Brizola(movimento) desafios e
perspectivas
Em novembro de 2004 um grupo de
lutadores e lutadoras do povo de
várias origens políticas e sociais
concretizam a fundação dos Círculos
Bolivarianos Leonel Brizola. Já se
passam dois anos da iniciativa de
criarmos nosso movimento bolivariano
no Brasil. Nosso desafio em 2006 foi
de conseguir viabilizar um espaço –
Casa Bolivariana – para termos um
referencial e um local para nos
organizarmos e reunirmos de forma
permanente nossas coordenações e
círculos. A Casa Bolivariana foi
inaugurada em novembro de 2006
durante nossa II Jornada Bolivariana
e com um ato de apoio a releição de
Chàvez.
Nesse dois anos conseguimos
implementar uma serie de atividades
e ações políticas fundamentalmente
no Estado do Rio de Janeiro mas em
outros estados (DF, BA, SC, SP)
outros compatriotas estão iniciando
a implantação de nosso movimento. Ao
mesmo tempo no campo internacional
ampliamos nossa atuação e
participamos na Venezuela da
fundação e integramos o secretariado
provisório do Movimento dos Povos
Unidos por Nossa América.
Em 2007 aprovamos a consigna: Ano do
Guerrilheiro Heróico - 40 anos da
morte de Che que constará de todos
os nossos documentos e a necessidade
de aprofundarmos a discussão sobre
os rumos políticos e organizativos
de nosso movimento bolivariano. Por
isso discutiremos durante todo o ano
o documento base: “A Libertação
Nacional do Brasil e a luta pelo
socialismo do Século XXI - A
Revolução Brasileira e as tarefas
dos revolucionários.
Essa discussão se dará paralelamente
ao desafio de tornar os círculos
bolivarianos organismos permanentes
de ação politica e organizativa de
nosso movimento culminando com uma
Assembléia Nacional Bolivariana no
final do ano de 2007 durante nossa
III Jornada Bolivariana onde
aprovaremos os resultados do
processo de discussão implementado
durante todo o ano.
Bandeiras de luta
Nossos documentos fundacionais são
atuais e identificados com
princípios que devem orientar e
guiar as nossas atividades. Propõem
o desenvolvimento de um movimento
bolivariano que mobilize o povo
brasileiro na busca da invenção de
novas formas de convivência, de
novos modos de relação de produção e
partilha em que a desigualdade, a
hierarquia e o consenso passivo
sejam substituídos pela ênfase na
responsabilidade, na diferença, na
solidariedade, na afirmação da vida.
Nossos documentos nos fornecem os
parâmetros para trabalhar na
definição de bandeiras de luta que
permitam aos círculos bolivarianos
influírem nos movimentos sociais.
Bandeiras de luta que definam nossos
objetivos estratégicos, orientem as
nossas ações, definam nossos aliados
nas lutas populares e classistas e
na sociedade e os instrumentos
necessários a implementação de nossa
linha política.
Nossas bandeiras de luta:
1. Movimentos sociais, combativos,
enraizados na base e politizados,
pregando a unidade ampla do campo
popular, democrático e classista em
defesa do desenvolvimento da nação e
de Nossa América.
2. Recuperação da história e raízes
políticas do povo trabalhador
inserindo-as em um projeto amplo de
recuperação de nossa história e de
nossas raízes;
3. Soberania popular e nacional onde
a nação seja reconstruída de baixo
para cima contra o neoliberalismo e
a concentração de riqueza.
Construção de novas relações
democráticas através de órgãos de
poder político popular que rompam
com o domínio do executivo e
legislativo por grandes grupos
econômicos hegemônicos que impõem
seus interesses a sociedade;
4. Democratização dos meios de
comunicação;
5. Revisão das privatizações;
6. Auditoria da divida externa e
interna;
7. Defesa do patrimônio público
nacional e de uma lei de remessa de
lucros;
8. Reforma agrária e democratização
da posse da terra;
9. Reforma Urbana. Direito ao teto,
a posse da terra, a alimentação, a
segurança, ao transporte;
10. Direito ao trabalho para todos e
a salários e aposentadorias dignos;
reservar parte do orçamento para
investimentos públicos em projetos
para geração de trabalho e de renda
voltados para os setores excluídos e
para a juventude;
11. Luta permanente contra o
trabalho escravo e infantil, contra
toda e qualquer forma de
discriminação racial;
12. Manutenção de todos os direitos
e conquistas da classe trabalhadora
(CLT, Justiça do
Trabalho e Imposto Sindical )
lutando pela sua implementação,
melhorias e ampliação. Não a
flexibilização dos direitos
trabalhistas;
13. Defesa do meio-ambiente,
14. Defesa da soberania
latino-americana da Amazônia;
15. Defesa da saúde e da educação
pública integrais, gratuitas e de
qualidade;
16. Defesa dos direitos humanos, da
liberdade de expressão e
manifestação;
Ações políticas
As ações políticas são o elemento
condutor de nossa luta. Sem a
definição de ações políticas somos
levados a paralisia política e a
dispersão e erros políticos que
podem nos levar a crises políticas e
a refluxos organizativos.
É a implementação decidida das ações
políticas que vai clarificando o
processo político; quais são as
forças que podemos contar para
implementação de nossas propostas,
quais aliados principais e
secundários. Para cada etapa de
implementação das ações políticas
devemos ter como referencial nossas
bandeiras de luta evitando possíveis
desvios que podem ser causados pelo
voluntarismo ou pragmatismo.
Para isolar o inimigo principal e ao
mesmo tempo somar aliados temos de
saber em que momento estamos e os
passos que daremos. Logo, não
necessitamos apenas saber o “que
fazer”, mas acima de tudo “como e
com quem fazer”.
Devemos desenvolver forças políticas
próprias e avançar pelo caminho da
luta democrática mais ampla,
articulando a luta bolivariana com a
luta de massas na construção de
movimentos sociais e órgãos de poder
político popular autônomos e plurais
em todos os terrenos da vida
cotidiana.
Nossas ações políticas:
1. Transformar o movimento Círculos
Bolivarianos Leonel Brizola em uma
organização política de novo tipo
que contribua para a consagração dos
valores, da prática e do pensamento
revolucionário bolivariano através
da organização crescente dos nossos
dirigentes, militantes e
simpatizantes, o estímulo às lutas
de massa, e a contínua formulação
teórica, associada ao trabalho de
capacitação política de nossos
militantes e a implementação
decidida de nossa linha política;
2. Definir periodicamente o conjunto
de bandeiras políticas que expressem
alternativas necessárias às
necessidades e anseios dos
trabalhadores e dos oprimidos e
marginalizados;
3. Estimular e participar da criação
de órgãos de poder político popular:
orçamento, educação, saúde,
transportes, habitação, saneamento e
meio-ambiente etc.
4. Formular linhas políticas
específicas e preparar militantes
para aprofundar nossa organização na
luta dos movimentos populares;
5. Buscar construir a unidade na
luta com as demais organizações
políticas e sociais em torno a luta
pela democracia, pela justiça, pela
soberania nacional, contra o modelo
neoliberal e por uma sociedade justa
e igualitária;
6. Defender nos movimentos sociais e
políticos a articulação de jornadas
massivas de lutas junto a outras
forças sociais como o MST, aa
Campanha contra a ALCA, a Consulta
Popular, o MTST, a CMP, a CONAM e
outras;
7. Articular-se com e nos sindicatos
para fortalecer a luta por um
movimento sindical popular,
classista e de base;
8. Articular-se com e nos movimentos
sociais das comunidades favelizadas,
bairros populares e movimentos dos
trabalhadores sem teto para
fortalecer a luta por uma reforma
urbana;
9. Articular-se com e no Movimento
dos Trabalhadores Sem Terra para
fortalecer a luta por uma reforma
agrária que contribua para resolver
os problemas de: trabalho, moradia,
educação e produção de alimentos;
10. Articular-se com e nos grêmios,
ca`s, da`s e dce`s para fortalecer a
luta por um movimento estudantil
popular, classista e de base;
11. Desenvolver e participar
ativamente de ações contra o
imperialismo combatendo a política
dos organismos internacionais;
12. Resgatar a importância do debate
sobre questões importantes como:
privatizações, divida externa, ALCA,
meio-ambiente, biodiversidade,
defesa da Amazônia e outros as
transformando em bandeiras de luta
do povo trabalhador brasileiro;
13. Planejar e executar ações de
solidariedade com a sociedade
desenvolvendo novos valores e
elevando a consciência política.
Ações organizativas
As ações organizativas são acima de
tudo políticas, não se resumem a
decisões burocráticas e tem que ser
definidas dentro de nossos
princípios de organização.
Os Círculos Bolivarianos Leonel
Brizola devem ter claro a real
necessidade de sua existência em
relação as nossas bandeiras e ações
politicas, ter seus objetivos bem
planejados, conhecer as condições
políticas e sociais onde atuam e as
limitações desta atuação, assim como
o perfil dos militantes que
necessitam.
Uma instância crescerá e se
desenvolverá na medida que sua
estrutura seja a adequada, seus fins
políticos sejam os corretos e que
seja capaz de basear sua atuação em
esquemas horizontais de coordenação,
de diálogo, de comunicação e
decisões coletivas que a vinculem
estreitamente com suas bases e
assegurem a direção única, a
disciplina consciente e a unidade na
ação necessárias a construção de
nosso movimento Bolivariano.
Nossas ações organizativas:
1. Implementar imediatamente a linha
política e organizar a discussão
sobre os rumos políticos e
organizativos de nosso movimento
bolivariano em cada círculo
bolivariano e em uma Assembléia
Nacional Bolivariana no final de
2007.
2. Atualizar o censo de quantos
somos, que fazemos e onde estamos
para ampliar contatos e aprofundar a
organização do CBLB(m) nos
movimentos sociais e nacionalmente.
3. Manter a campanha para levantar
recursos para a “Casa Bolivariana” e
organizar seu funcionamento efetivo
e cotidiano.
4. Elaboração de diagnósticos, linha
política e planejamento em todos os
círculos;
5. Implementar a Missão Rui Mauro
Marini e a futura criação de uma
escola de capacitação política dos
movimentos sociais promovendo um
debate sobre metodologia de
trabalho;
6. Organizar a Biblioteca Darcy
Ribeiro e a Videoteca Glauber Rocha
e seu funcionamento.
7. Fortalecer os círculos e seus
vínculos com os movimentos sociais e
a sociedade através da Missão
Bolívar de agitação e propaganda dos
CBLB(m) de forma periódica através
da distribuição bimestral do jornal
Panfleto e de campanhas em forma de
boletins, folhetos, internet,
barracas volantes com material do
CBLB(m);
8. Realizar avaliações e balanços
organizativos periódicos nos
círculos e coletivamente nas
Assembléias.
Ao implementarmos e avaliarmos nossa
linha política saberemos o grau de
desenvolvimento alcançado, os passos
significativos que demos, o nível de
nossa presença política nos
movimentos sociais, se utilizamos
métodos incorretos ou espontâneos,
se aprofundamos nossas relações nos
movimentos sociais. A partir destes
dados podemos consolidar e ampliar
nossas áreas de trabalho, iniciar e
ampliar trabalhos com outros setores
e dar respostas as necessidades
conjunturais do CBLB(m).
COM O POVO, PELA PÁTRIA, PELA
LIBERTAÇÃO NACIONAL E O SOCIALISMO!
COM BOLÍVAR DIZEMOS: TODO O PODER
PARA O POVO!
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