Os amigos e amigas
interessados em ajudar o
movimento bolivariano
Círculos Bolivarianos
Leonel Brizola podem ver
os filmes e documentários
do acervo da Videoteca
Glauber Rocha do Coletivo
de Educação Popular/Escola
Bolivariana do Poder
Popular que lhes
interessem.
RELAÇÃO DE FILMES
1. TERRA E LIBERDADE -
(109 min) - Guerra Civil
Espanhola. Direção de Ken
Loach. Em meados dos anos
30, David Carr deixa a
cidade de Liverpool para
lutar por seus ideais na
Guerra Civil Espanhola. A
Guerra, marcada pela
polarização ideológica,
uma das características
que marcaram o período
entreguerras, foi um dos
acontecimentos mais
marcantes da história do
século XX. A crise
desencadeada pela Primeira
Guerra Mundial,
aprofundada pela quebra da
economia mundial após
1929, afetou praticamente
todo o mundo, gerando
grande desemprego e
pobreza. Na Europa essa
situação foi responsável
pela "polarização
ideológica", ou seja, pelo
desenvolvimento das forças
populares de esquerda e,
ao mesmo tempo, das forças
reacionárias fascistas. Na
Espanha, essa situação foi
responsável pela Guerra
Civil, de 1936 a 39,
quando um golpe militar,
apoiado pelas forças de
direita, provocou a
divisão do país. O golpe,
pretendia eliminar o
regime republicano,
instituído em 1931,
responsável por uma série
de reformas que
desagradaram os setores
mais conservadores do
país, uma vez que os
interesses de
latifundiários e da Igreja
Católica foram duramente
atingidos. O conflito teve
de um lado os republicanos
apoiados pelos grupos de
esquerda - comunista e
anarquista -, em quanto de
outro encontravam-se os
grupos fascistas e os
setores mais conservadores
da cidade.Enquanto a
Alemanha e Itália ajudaram
diretamente os fascistas
espanhóis, Inglaterra e
França adotaram uma
política de neutralidade.
A principal ajuda material
foi dada pela União
Soviética, que enviou
armas e assessores; no
entanto, o grande destaque
do lado republicano, foi a
das "Brigadas
Internacionais", grupos de
voluntários de vários
países, que foram combater
na Espanha. No inicio de
1937, as Brigadas tiveram
papel importante na
vitória sobre tropas
italianas. Em abril do
mesmo ano, a aviação
alemã, em apoio aos
nacionalistas, bombardeou
a cidade basca de Guernica.
2. A BATALHA DE ARGEL -
(115 min) - Revolução
Argelina, 1962. Direção
Gillo Pontecorvo. O mesmo
diretor de QUEIMADA. A
luta do povo argelino por
sua libertação do jugo do
colonialismo francês,
apresentada no filme de
Gillo Pontecorvo, tem como
fio condutor a história de
integrantes da Frente de
Libertação Nacional (FLN),
Ali-la-Pointe e seus
companheiros que resistem
na Casbah, o maior bairro
popular da capital Argel.
O filme apresenta um
período desta luta, marco
histórico no processo de
libertação de colônias
européias na África. A
ação se passa entre 1954 e
1957 e o diretor, que
mistura ficção e fatos
reais, trata com
veracidade a resistência
argelina e a violência do
exército francês, obtendo
como resultado um “quase”
documentário, intenso,
emocionante, que mantém o
espectador em suspense do
início ao final do filme.
Em 1954, humilhados pela
derrota da batalha de Diên
Biên Phu imposta pelos
vietnamitas, militares
franceses radicalizam a
violência contra os
argelinos com o intento de
manter seu domínio de mais
de cem anos sobre o país,
iniciado em 1830. A França
ganharia uma batalha, mas
perderia a guerra. O filme
foi banido na França até
1971 e o primeiro cinema
que o exibiu sofreu um
atentado. Ficou proibido
no Brasil no período de
ditadura militar.
3. TEMPOS MODERNOS - (87
min) DIREÇÃO: Charles
Chaplin - Trata-se do
último filme mudo de
Chaplin, que focaliza a
vida urbana nos Estados
Unidos nos anos 30,
imediatamente após a crise
de 1929, quando a
depressão atingiu toda
sociedade norte-americana,
levando grande parte da
população ao desemprego e
à fome. A figura central
do filme é Carlitos, o
personagem clássico de
Chaplin, que ao conseguir
emprego numa grande
indústria, transforma-se
em líder grevista
conhecendo uma jovem, por
quem se apaixona. O filme
focaliza a vida do na
sociedade industrial
caracterizada pela
produção com base no
sistema de linha de
montagem e especialização
do trabalho. É uma crítica
à "modernidade" e ao
capitalismo representado
pelo modelo de
industrialização, onde o
operário é engolido pelo
poder do capital e
perseguido por suas idéias
"subversivas". Em sua
Segunda parte o filme
trata das desigualdades
entre a vida dos pobres e
das camadas mais
abastadas, sem representar
contudo, diferenças nas
perspectivas de vida de
cada grupo. Mostra ainda
que a mesma sociedade
capitalista que explora o
proletariado, alimenta
todo conforto e diversão
para burguesia. Cenas como
a que Carlitos e a menina
órfã conversam no jardim
de uma casa, ou aquela em
que Carlitos e sua
namorada encontram-se numa
loja de departamento,
ilustram bem essas
questões. Se inicialmente
o lançamento do filme
chegou a dar prejuízo,
mais tarde tornou-se um
clássico na história do
cinema. Chegou a ser
proibido na Alemanha de
Hilter e na Itália de
Mussolini por ser
considerado "socialista".
Aliás, nesse aspecto
Chaplin foi boicotado
também em seu próprio país
na época do "macartismo".
Juntamente com O Garoto e
O Grande Ditador, Tempos
Modernos está entre os
filmes mais conhecidos do
ator e diretor Charles
Chaplin, sendo considerado
um marco na história do
cinema. Fordismo,
desemprego, exploração de
classe.
4. OUTUBRO - DEZ DIAS QUE
ABALARAM O MUNDO - (105
min) - direção: S.
Eisenstein, G. Alexandrov
- Fevereiro de 1927. Ruiu
a autocracia. A estátua de
Alexandre III é derrubada.
A burguesia, que tomou o
poder, canta vitória. Nas
igrejas, os sacerdotes
desejam êxito ao Governo
Provisório. Os soldados
russos e alemães
fraternizam na frente. Mas
os mencheviques e os
socialistas-revolucionários
atraiçoam o povo:
comprometem-se a continuar
a guerra até a vitória
final. Reinam a fome e o
frio em Petrogrado. Perto
da "Estação da Finlândia",
Lênin, de volta, faz um
discurso caloroso aos
operários, soldados e
marinheiros, os quais
vieram ao seu encontro. Em
julho, operários, soldados
e marinheiros
concentram-se muito perto
do quartel general dos
bolcheviques, situado no
palácio Kszesinska. A
concentração transforma-se
em manifestação. Os alunos
da escola militar atiram
contra os manifestantes
desarmados. A fim de
isolar os bairros
operários, o Governo
Provisório ordena que se
levantem as pontes sobre o
rio Nêva. A redação do
jornal "Pravda" é
saqueada, os números recém
impressos jogados ao rio.
Os bolcheviques são
obrigados a entrar na
ilegalidade. O ídolo da
burguesia, Kerenski, sobe
as escadas do Palácio de
Inverno, a residência dos
tzares e, diante do busto
de Napoleão, assume a pose
do imperador e general
francês. O proletariado de
Petrogrado prepara as
defesas da cidade contra o
ataque do general Kornilov,
que se rebelou contra o
governo provisório. Os
operários armam-se; estão
prontos. A aventura de
Kornilov acabou-se. Os
grandes dias de outubro
aproximam-se. Destacamento
de insurrectos vão do
Estado-Maior da Revolução
até o Palácio de Inverno
para assaltar o último
baluarte da burguesia. Os
Cossacos, os alunos das
escolas militares e as
mulheres-soldados do
"batalhão da morte"
defendem o palácio.
Durante o assalto, abre-se
o Segundo Congresso dos
Sovietes. Os delegados
chegaram de todos os
pontos do país. Os
ministros do Governo
Provisório, abandonados
pelo Primeiro Ministro
Kerenski, além de
apavorados, dispersam-se.
De noite, os agitadores de
Smolni penetram no Palácio
a fim de convencer os
Cossacos a aderir à
Revolução. Os
destacamentos de operários
e soldados levam o combate
até os apartamentos dos
tzares. Com um sorriso
irônico nos lábios, um
soldado examina a riqueza
do quarto do Tzar, onde,
há poucas horas, Kerenski
dormia. Os ministros de
Kerenski são presos. O
poder passa para os
Sovietes.
5. O ENCOURAÇADO
“POTEMKIN” - (74 min) -
1925 direção: Eisenstein -
O filme narra a
insurreição da tripulação
do encouraçado "Príncipe
Potemkin Tavritcheski", em
junho de 1905. Os
marinheiros Matiuchenko e
Vakulintchuk preparam o
plano de insurreição,
utilizando indicações da
organização clandestina
revolucionária dos
marinheiros militares do
Mar Negro. Na manhã de 14
de junho de 1905, um
acontecimento serve de
ponto-de-partida à revolta
aberta dos marinheiros;
encontram vermes na carne
e se recusam a comer a
sopa preparada com essa
carne. O capitão decide
fuzilar os instigadores da
revolta. São recobertos
com uma lona e, às ordens
do oficial Guilarovski, a
guarda se prepara para
retirar. Vakulintchuk
dirige então à guarda um
apelo revolucionário. Os
fuzis se abaixam. São
inúmeras as chamadas de
ordem dos oficiais. Os
marinheiros jogam os
oficiais ao mar. Durante a
luta morre Vakulintchuk.
Os marinheiros levam seu
corpo à terra, no porto de
Odessa. Uma longa
procissão de moradores de
Odessa passa, homenageando
o marinheiro morto. Na
escadaria, em direção ao
porto, o povo fraterniza
com os marinheiros
revolucionários. De
repente, aparecem fileiras
de cossacos que atiram
contra a multidão
indefesa. Em represália a
esses massacres ordenado
pelas autoridades
tzaristas, retumbam os
tiros poderosos dos
canhões do Potemkin. Cai a
noite. Protegida pela
escuridão, a esquadra
aproxima-se do navio em
revolta. De manhã, o
Potemkin dá-se conta da
situação e avança contra a
esquadra. Os marinheiros
do "Potemkin" estão
imobilizados na
expectativa do combate.
Mas este não começa; ao
contrário, ouvem-se gritos
dos marinheiros da
esquadra gritar "Hurra!".
É sem nenhum receio que o
encouraçado passa no meio
da esquadra, e, em sinal
de triunfo, a bandeira
vermelha é erguida no
mastro. Eisenstein filma a
insurreição dos
marinheiros em 1905.
6. O VELHO - A HISTÓRIA DE
LUÍS CARLOS PRESTES - (105
min) - A história de um
mito, um homem que virou
lenda, um homem que
encarnou uma causa,um dos
personagens mais
perseguidos da história
latino-americana do século
XX: Luiz Carlos Prestes, O
Cavaleiro da Esperança
(1898-1990). Polêmico
líder do Partido Comunista
Brasileiro (PCB) por mais
de 35 anos, Prestes
carregou ideais hoje
soterrados pelos escombros
do Muro de Berlim. O
documentário reúne setenta
anos de imagens da
História do Brasil: a
épica marcha de 25.000 km
da Coluna Prestes nos anos
20; a desastrada revolução
comunista de 1935; o
dramático romance com a
judia alemã Olga Benário;
o golpe; a luta armada e a
feroz repressão política
durante a ditadura
militar. Uma rica teia de
depoimentos de
jornalistas, familiares,
amigos, ex-membros do PCB
e historiadores, e um raro
material fílmico de
arquivo, forma a primeira
cinebiografia de Prestes.
Um Quixote obstinado que
carregou durante toda a
sua vida o projeto de um
mundo melhor.
7. PANTERAS NEGRAS - (119
min) - Direção: Mario Van
Peebles - Oakland,
Califórnia, 1967. Huey
Newton (Marcus Chong) e
Bobby Seale (Courtney B.
Vance) são amigos, que
formam um novo partido
dedicado em proteger os
negros das violentas
arbitrariedades dos
policiais brancos. O
Partido dos Panteras
Negras de Autodefesa dá
almoço grátis para as
crianças, educa a
comunidade afro-americana
em se conscientizar dos
seus direitos, faz o que
pode para tirar das ruas
os traficantes de drogas e
enfrenta a polícia de
Oakland (que é
extremamente racista)
quando desrespeita os
direitos civis dos negros.
O partido faz tudo isto
sem transgredir alguma
lei. Logo brancos
conservadores começam se
sentir incomodados e
planejam se livrar desta
"ameaça", mesmo que tenham
de desrespeitar a
lei.Organização
revolucionária, a partir
da questão racial.
8. ROSA LUXEMBURGO - (120
min) – 1985 - Direção:
Margarethe von Trotta - Na
Alemanha, no início do
século 20, Rosa
Luxemburgo, jovem
revolucionária nascida na
Polônia, começa a
participar da política em
prol da revolução
socialista. Mas o
radicalismo de suas
posições políticas começa
a incomodar seus
companheiros do Partido
Social Democrata e, em
1914, a antimilitarista já
não mais se enquadra na
ideologia do partido.
Firme e conseqüente em
suas convicções, Rosa é
freqüentemente presa. Da
mesma forma coerente ela
se comporta em suas
relações sentimentais e de
amizade. Traída por seu
amante e companheiro de
luta Leo Jogiches, a
separação torna-se
dolorosa porque também
destrói seu sonho de uma
vida a dois. Doente, ela
sobrevive ao longo
encarceramento durante a
Guerra. Libertada,
participa da revolução que
eclode em Berlim, e é
assassinada a 15 de
janeiro de 1919 por um
comando especial do
exército alemão.Premiação
– Festival de Cannes 1986:
Melhor Atriz (Barbara
Sukowa); Academia de
Cinema da Alemanha 1986:
Melhor Filme; Academia de
Cinema da Alemanha 1986:
Melhor Atriz (Barbara
Sukowa).
9. O INCRÍVEL EXÉRCITO DE
BRANCALEONE - (116 min)
DIREÇÃO: Mário Monicelli -
Este clássico do cinema
italiano, retrata os
costumes da cavalaria
medieval através de uma
demolidora e bem humorada
sátira. A figura central é
Brancaleone, um cavaleiro
atrapalhado que lidera um
pequeno e esfarrapado
exército, perambulando
pela Europa em busca de um
feudo. Trata-se de uma
paródia a D. Quixote de
Cervantes.O filme consegue
ser hilário, mesmo na
reconstituição dos
aspectos mais
avassaladores da crise do
século XIV, representados
pela trilogia "guerra,
peste e fome".
Utilizando-se sempre da
sátira, o filme de
Monicelli focaliza a
decadência das relações
sociais no mundo feudal, o
poder da Igreja católica,
o cisma do Oriente e a
presença dos sarracenos.-
Humor e sátira para
reconstituição histórica.
10. CHOVE SOBRE SANTIAGO -
(109 min) - Golpe de
Estado no Chile de Allende,
em 11.09.73. Direção de
Helvio Soto, 1975 - O
filme retrata a preparação
e o momento do golpe,
quando o governo de
Salvador Allende, estando
totalmente isolado na área
militar, é derrubado.
Allende é vitorioso nas
eleições presidenciais em
1970 e a Unidade Popular
assume o governo. Mas não
o poder, pois o aparelho
de Estado, a organização
burocrático-militar é
mantida, no fundamental,
intacta.No governo da
Unidade Popular
intensifica-se o processo
de mobilização popular e
implementa-se
significativa melhoria das
condições de vida dos
trabalhadores, de reforma
agrária e de
nacionalização de empresas
estrangeiras, como as das
minas de cobre, ferindo os
interesses econômicos dos
grandes grupos
empresariais do país e do
imperialismo. Estes
desencadeiam sabotagens,
boicotes, gerando
desabastecimento de
gêneros de primeira
necessidade para a
população, com intento de
amedrontar,
principalmente, as camadas
médias e desestabilizar o
governo de Allende.Nas
palavras do Embaixador dos
Estados Unidos em
Santiago, E. Korry, a
Eduardo Frei, em carta de
outubro de 1970: "Deve
saber que não permitiremos
que chegue ao Chile um
parafuso, nem uma porca...
Enquanto Allende
permanecer no poder,
faremos tudo ao nosso
alcance para condenar o
Chile e os chilenos às
maiores privações e
misérias..."Ainda em
outubro de 1970, o
escritório central da CIA
em Santiago fazia "...
Informar a esses oficiais
golpistas que o governo
dos Estados Unidos lhes
dará seu respaldo total no
golpe ... (Cabo 762 do
escritório central da CIA
em Santiago.
14.10.1970).Estava em
preparação o golpe de
Estado consumado em 11 de
setembro de 1973, na
operação sob o nome de
“Chove Sob Santiago”,
executada pelas forças
conservadoras do Chile,
que teve como ponta de
lança as Forças Armadas
sob a direção do general
Pinochet e que contou com
o apoio direto da CIA, do
governo dos EUA e também
dos governos ditatoriais
da América Latina,
associados com o
imperialismo
norte-americano na
"Operação Condor". O
aparelho militar-policial
do Estado chileno realizou
um dos maiores banhos de
sangue contra um povo nas
últimas décadas na América
Latina.
11. QUEIMADA - (113 min) -
Direção Gillo Pontecorvo -
Os horrores da escravidão
levam seus habitantes a se
organizar contra a
exploração; de início,
portuguesa e, depois,
inglesa. Mostra como “os
de cima” manipulam, para
ficar de posse das
riquezas. José Dolores é o
produto desse livre
mercado açucareiro, de
escravo passa a homem
livre (trabalhador), assim
como toda a Ilha. De herói
fabricado, torna-se
verdadeiramente um
revolucionário e quer a
liberdade plena do seu
povo.
12. REVOLUÇÃO DE 30 -
(100 min) - Filme-colagem
de uma trintena de
documentários e filmes de
ficção dos anos 20,
culminando com cenas
inéditas da Revolução de
1930. Todo em
preto-e-branco, o
principal tônus é a
excelência da restauração
fotográfica de suas
imagens, emoldurada por
uma trilha sonora
autêntica, de rara beleza
e qualidade de emissão.
13. CORONEL DELMIRO
GOUVEIA - (92 min) - A
história de um homem que
não vendeu o povo
brasileiro. - Filme
bastante premiado em 1979.
Delmiro Gouveia, um
pioneiro da indústria
nacional, constrói em
pleno sertão pernambucano
uma indústria têxtil. Aos
poucos, vai percebendo que
o capital estrangeiro
constrói, e ao mesmo tempo
destrói, não importando se
afeta ou não a vida dos
trabalhadores. Aos poucos,
percebe que ao capitalista
o que interessa é o lucro
e o controle do que
chamam livre mercado. A
resistência, a recusa em
deixar centenas de
trabalhadores
desempregados, caso
vendesse a fábrica para
uma “multinacional”
inglesa, custa-lhe a vida.
Direção de Geraldo Sarno.
14. A GREVE - (95 min) -
Em 1924, o jovem Sergei
Eisentein, então com 26
anos, dirigiu o filme que
mudaria a estética do
cinema soviético. 1924 - A
ação desenrola-se numa das
maiores fábricas da Rússia
tzarista. Tudo parece
calmo: os operários
trabalham, a burguesia
goza de uma vida rica em
prazeres; mas, essa
serenidade é só aparente:
os contra-mestres percebem
que, entre os operários,
há uma agitação
dissimulada e comunicam à
direção da fábrica. A
direção por sua vez avisa
à polícia. Os espiões
enfiltram-se na fábrica e
na vila operária. Apelos à
luta são lançados pelo
comitê. O suicídio de um
operário, injustamente
acusado pela direção de
ter roubado documentos,
marca o início da greve.
Os operários deixam as
fábricas, as máquinas
param. Organiza-se uma
concentração na floresta.
Uma ofensiva da guarda
montada fracassa. Ao saber
da recusa da administração
em satisfazer as
reivindicações dos
operários, o comitê decide
continuar a greve. A
polícia incendeia o
depósito de vinhos, certa
de que os operários
esfomeados irão saqueá-lo,
o que serviria de pretexto
para represálias;
entretanto, o plano não
funciona.
15. GUERRA DE CANUDOS -
(160 min) - Sob direção de
Sérgio Resende, o filme
enfoca paralelamente dois
enredos: um, Antônio
Conselheiro e a
organização comunitária de
Canudos; outro, Luíza, que
se prostitui e vive o
drama de ser contra os
monarquistas, porque não
gostava do Conselheiro,
porém estar a favor dos
republicanos significaria
concondar com a morte de
seus pais e a irmã que
viviam no Arraial de
Canudos.
16. QUILOMBO - (119 min) -
Filme sobre Ganga Zumba e
o afilhado Zumbi. Trata-se
de um musical, uma ópera
popular, como afirma o
diretor Cacá Diegues. É a
história de Palmares e sua
resistência ativa, armada.
Um bom filme para
desmascar o fetiche em
torno dos bandeirantes.
Aqui, o enfoque é sobre o
conhecidíssimo matador de
índios e negros, Domingos
Jorge velho, representante
da violência e opressão
portuguesa em Palmares.
17. Z - (127 min) –
Direção Costa Gravas - Z
mostra os bastidores de um
crime político em 1963, na
Grécia. A história tem
início com o assassinato
de Gregorios Lambrakis
(Yves Montand), popular
deputado de esquerda,
durante uma manifestação
pacifista. Logo após o
incidente, membros da
direita, militares e
policiais tentam abafar o
caso. O promotor
encarregado do caso
precisa agir como detetive
para descobrir os
verdadeiros culpados.O
provocador cineasta
Costa-Gavras transforma
esse excelente filme em
uma obra de tendências
fortemente políticas e
orientado a favor da
liberdade e contra o
totalitarismo dos regimes
militares que espalharam o
horror e a opressão nos
países europeus do
pós-guerra. Costa-Gavras
abraça aqui a militância a
favor do bem-estar social,
da liberdade, da igualdade
e do respeito aos Direitos
Universais do Homem,
criando uma obra-prima que
reflete sobre o imbate
entre a esquerda e a
direita, sobre a liberdade
e a justiça. Bem por isso,
esse filme foi proibido no
Brasil na época de seu
lançamento pela força de
suas denúncias contra os
regimes totalitários. Z
nunca perderá o seu valor,
mesmo que se passem 50
anos, pois sempre
continuará atual, vigoroso
e destinado a combater e a
denunciar a arbitrariedade
de tiranos e de regimes
ditatoriais. Prêmios:
Vencedor do Oscar de
Melhor Filme Estrangeiro e
Montagem e indicado ao
Oscar de Melhor Filme,
Melhor Diretor e Roteiro
Adaptado.
18. LAMARCA - (130 min) -
Sérgio Rezende sacaneou
Antônio Conselheiro no
filme “Guerra de
Canudos”; primeiro, por
secundarizar a História de
Canudos; segundo, por
caracterizar o Conselheiro
como um fanático religioso
de segunda categoria, um
monarquista inconseqüente.
Não deve ter lido “Os
Sertões”, de Euclides da
Cunha. Como diretor, fez o
mesmo com Lamarca,
enfatizando em demasia o
perfil militar do capitão
que desagregou o exército
e parte dos FFAA. Lamarca
não foi somente um exímio
atirador; leitor do
marxismo, rompeu com o
exército, após constatar
que a raiz da pobreza
árabe ou brasileira estava
na ganância dos países
imperialistas, sempre
fomentando conflitos para
faturar em cima da
indústria armamentista.
Esteve no Canal de Suez,
a serviço do exército
brasileiro. Esse episódio
ampliou-lhe a visão
internacionalista da luta
de classes. Essas
escorregadas
,voluntárias,por sinal,
servem para aprofundar o
debate. Inclusive sobre o
financiamento público
desses filmes da era FHC.
19. GETÚLIO VARGAS – (76
min.) – Apesar do título,
o documentário não se
concentra na polêmica
figura de Getúlio. Com
fundo musical da época,
Ana Carolina Teixeira
Soares (diretora), recria
o mundo político cultural
do eixo Rio/São Paulo das
décadas de l930/l950.
Destaque para o discurso
que antecedeu o suicídio e
a participação da FEB
(Força Expedicionária
Brasileira) na 2 ª Guerra
Mundial.
20. LADRÕES DE BICICLETAS
–( 90 min.) – Direção de
Vittorio de Sica, produção
de 1948. O enredo é
simples, mas o filme é uma
lição de solidariedade.
Ladrões de Bicicleta é um
dos maiores filmes da
história do cinema. Depois
de procurar muito, Antonio
consegue um emprego, para
colar cartazes de cinema
pela cidade, montado em
sua bicicleta. Porém, logo
no primeiro dia de
trabalho, o veículo é
roubado. Junto com o filho
pequeno, começa uma busca
desesperada pela
bicicleta, sua última
esperança de uma vida
melhor. Grande clássico do
Neo-Realismo Italiano,
Ladrões de Bicicleta tem
conquistado sucessivas
gerações de cinéfilos, com
sua história humanista e
universal.
21. COLÔMBIA - 50 ANOS DE
COMBATE NA MONTANHA
Documentário sobre a luta
guerrilheira na Colômbia.
Inclui histórico
depoimento do missionário
Camilo Torres.
22. BUSCANDO A BOLÍVAR (27
min) – Direção Nascuy
Linares – A partir de
testemunhos de crianças,
adultos, anciãos,
transeuntes, grafites,
murais, estatuas, escolas
e paisagens se descobrem
as variadas percepções que
a população venezuelana
tem acerca do libertador
Simon Bolívar.
23. CORPORATION (145 min)
- Direção MarkAchbar e
Jennifer Abbott –
Documentário sobre as
práticas do mundo
corporativo e do crime
institucionalizado das
corporações no atual
momento histórico. Cento e
cinqüenta anos atrás, a
corporação era apenas uma
instituição
insignificante. Mas hoje é
mais que uma presença em
nossas vidas. Assim como a
Igreja e a Monarquia em
outras épocas, a
corporação é hoje a
instituição dominante.
24. A partir da polêmica
decisão da Suprema Corte
de Justiça americana
concluindo que uma
corporação, aos olhos da
lei, é uma "pessoa", são
analisados os poderes das
grandes corporações no
mundo atual. A exploração
da mão-de-obra barata no
Terceiro Mundo e a
devastação do meio
ambiente são alguns dos
fatos explorados, que
entrevistam presidentes de
corporações como a Nike,
Shell e IBM, além de Noam
Chomsky, Milton Friedman e
Michael Moore.
25. QUANTO VALE OU É POR
QUILO – (104 min) -
Direção: Sérgio Bianchi -
Uma analogia entre o
antigo comércio de
escravos e a atual
exploração da miséria pelo
marketing social, que
forma uma solidariedade de
fachada. No século XVII um
capitão-do-mato captura um
escrava fugitiva, que está
grávida. Após entregá-la
ao seu dono e receber sua
recompensa, a escrava
aborta o filho que espera.
Nos dias atuais uma ONG
implanta o projeto
Informática na Periferia
em uma comunidade carente.
Arminda, que trabalha no
projeto, descobre que os
computadores comprados
foram superfaturados e,
por causa disto, precisa
agora ser eliminada.
Candinho, um jovem
desempregado cuja esposa
está grávida, torna-se
matador de aluguel para
conseguir dinheiro para
sobreviver.
26. A ESCOLA DAS AMÉRICAS
VISTA POR DENTRO (72
minutos) Direção John
Smilhula – Documentário
sobre a política externa
dos EUA para a América
latina e o Caribe.
27. ERNESTO CHE GUEVARA
(105 min) Direção Roberto
Massari - Documentário
ítalo cubano sobre a vida
de Che.
28. REVOLUCIÓN – A verdade
sobre Fidel Castro (105
min) Direção Errol Flyn –
Documentário com imagens
únicas da Revolução Cubana
apresentados e narrados
por Errol Flyn. Fidel
Castro e Errol Flynn
juntos num filme Estranho,
mas verdade. Errol Flynn e
o produtor Victor Pahlen
estavam em Havana
aproveitando a vida alta
sociedade quando estourou
a REVOLUÇÃO DE Fidel
Castro. Os dois cineastas
pagaram suas câmeras,
foram às ruas e fizeram
este documentário único,
com imagens incomparáveis
da Revolução Cubana,
apresentadas e narradas
por Flynn. Devido a
motivos políticos, o filme
só foi exibido na Rússia e
depois arquivado por quase
50 anos.
29. SOU CUBA – (73 min)
Direção Mikhail Kalatozov
- Pequenas historias
interligadas por belos
poemas sobre as riquezas
naturais cubanas, e a
pobreza social na época do
regime Batista. A mais
espetacular descoberta
cinematográfica da década.
Filmado pelo grande e
premiado diretor russo
Mikhail Kalatozov (Quando
Voam as Cegonhas - 1957),
Eu Sou Cuba é um poema
visual do Comunismo
Kitsch, mostrando a
opressão do povo cubano,
em plena revolução dos
anos 60. Kalatozov mostrou
com sua câmera acrobática,
em grande angular, imagens
fascinantes de Cuba, com
vários planos-sequências
sem corte, lembrando
vários momentos o
virtuosismo estilístico de
Orson Welles. Depois de
assistir Eu Sou Cuba você
mudará suas referências
cinematográficas para
sempre.
30. ASEDIO A UMA EMBAIXADA
– (34 min) Direção Angel
Palacios – Documentário
sobre o cerco a embaixada
de Cuba durante a
tentativa frustada de
Golpe na Venezuela em
2002.
31. JANGO - (117 min)
Direção Silvio Tendler O
filme retrata a vida
política brasileira dos
anos 60, tendo como fio
condutor a biografia do
presidente João Goulart.
Sua ascensão e queda, até
a morte no exílio, é
reconstituída a partir de
material de arquivo e
entrevistas com Ministro
Afonso Arinos de Melo
Franco, Raul Ryff, General
Antonio Carlos Muricy,
Leonel Brizola, Celso
Furtado, Frei Betto, entre
outros. "Desde o início eu
sabia que ia fazer um
filme simpático ao
Goulart, tanto que não
tive o menor problema em
procurar documentos com
sua família. Olha, houve
um momento durante a
feitura do filme que a
idéia do Maurício Dias, o
autor do texto, era cobrar
a incompetência da
esquerda. Eu disse
francamente para ele que
ele era livre para
abandonar o filme "porque
eu não estava a fim de dar
um pau na esquerda". A
esquerda leva pau há 20
anos." (Silvio Tendler)
32. VITIMAS DA TORMENTA –
(95 min) Direção Vittorio
de Sica - Giuseppe e
Pasquale são garotos
pobres que vivem de
engraxar sapatos, em Roma,
e têm o sonho de um dia
comprarem um cavalo
branco. Mas, depois de se
envolverem em um furto, os
dois acabam sendo levados
a um reformatório. Agora
eles serão obrigados a
deixarem de lado os
desejos infantis para
enfrentarem a dura
realidade do local. Um
filme tocante e sensível
que certamente vai marcar
a sua vida. Uma obra-prima
emocionante, concebida
pelo cineasta Vittorio De
Sica e pelo roteirista
Cesare Zavattini, a dupla
responsável por outros
grandes clássicos do
neo-realismo italiano.
33. MALCOLM X – (193 min)
Direção Spike Lee - O
vencedor de dois Óscares
Denzel Washington
interpreta o papel de
Malcolm X, um homem que
foi uma das figuras
políticas mais
carismáticas da história
recente do Estados Unidos,
e que lhe valeu uma
nomeação para os Óscares
da Academia para a
categoria de Melhor Actor
Principal.A sua mensagem
política sobre as relações
raciais mudou para sempre
o papel dos
Afro-americanos na
sociedade americana e
abalou a consciência
política daquele país.
Esta é a história de um
homem negro numa sociedade
onde muitos negros não
podiam votar, andar nos
lugares da frente dos
transportes públicos, ir a
uma escola de brancos, a
história das suas
esperanças, dos seus
sonhos, da sua luta e dos
tumultos raciais dos anos
50 e 60.Um fascinante
filme de Spike Lee, que
conta ainda com excelentes
interpretações de Angela
Basset e Delroy Lindo.
34. FAHRENHEIT 11 DE
SETEMBRO (122 min) Direção
Michael Moore - O diretor
Michael Moore investiga
como os Estados Unidos se
tornaram alvo de
terroristas, a partir dos
eventos ocorridos no
atentado de 11 de setembro
de 2001. Os paralelos
entre as duas gerações da
família Bush que já
comandaram o país e ainda
as relações entre o atual